📰 Um novo começo: jornalismo, método e o tempo em que vivemos
Comecei este blog em janeiro de 2026 com uma ideia simples — mas ambiciosa: pensar o jornalismo com mais tempo, mais profundidade e mais responsabilidade, num momento em que informação, tecnologia e poder nunca estiveram tão entrelaçados.
E essa caminhada já começa com uma notícia importante.
Fui selecionado para o curso “Reporta+: mecanismos de controle, transparência e jornalismo investigativo”, uma iniciativa da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) em parceria com a Atricon e com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O programa reúne 54 horas de formação, distribuídas em seis módulos, que passam por:
funcionamento do Estado brasileiro
órgãos de controle e fiscalização
fundamentos do direito administrativo e financeiro
transparência pública
uso responsável de inteligência artificial no jornalismo
boas práticas de investigação e comunicação pública
Ou seja: exatamente o tipo de base que considero essencial para o jornalismo que quero construir aqui.
📌 Mas afinal, que projeto é esse?
Este blog nasce como parte de um ecossistema maior, que articula dois eixos complementares:
🕯️ Diário dos Mortos
Um espaço de jornalismo literário, científico e cultural.
Aqui entram:
reflexões sobre ciência, tecnologia e inteligência artificial
cultura, música e artes (áreas em que atuo há décadas)
literatura mundial e crítica cultural
leituras pancrônicas — do passado profundo às rupturas do presente
O nome não é aleatório.
Os “mortos” são as ideias, tradições, conceitos e vozes que continuam falando — mesmo quando o presente finge não ouvi-las.
É um jornalismo que olha para o tempo longo.
🗞️ Jerônimo & Gerônimo
Já este é o espaço do jornalismo de opinião.
Mais direto.
Mais político.
Mais situado no agora.
Aqui entram:
análise crítica do noticiário
geopolítica
tecnologia e poder
democracia, linguagem e mídia
os conflitos do nosso tempo
Se o Diário dos Mortos observa, o Jerônimo & Gerônimo reage.
✍️ Um projeto pessoal, mas não solitário
Sou autodidata, estudo línguas desde a adolescência, transito entre arte, tecnologia e comunicação há mais de 30 anos e acompanho o jornalismo brasileiro desde a época da chamada imprensa alternativa e nanica.
Trabalhei em projetos independentes, acompanhei de perto o nascimento do jornalismo digital e sigo acreditando que:
jornalismo é método, não palco.
Por isso, a entrada no programa da Abraji não é um selo decorativo — é um passo coerente com a proposta de fazer jornalismo com rigor, ética e consciência do tempo histórico que vivemos.
🌍 O momento é crítico — e fértil
Estamos num ponto de inflexão:
inteligência artificial transformando a produção de informação
crise de confiança nas instituições
excesso de opinião e escassez de método
velocidade maior que reflexão
É justamente por isso que este projeto existe.
Para pensar devagar.
Para investigar com cuidado.
Para escrever com densidade.
Para ligar passado, presente e futuro.
🧭 O que vem daqui pra frente
A partir de agora, este blog vai publicar:
textos autorais
ensaios jornalísticos
reflexões sobre ciência, cultura e política
conteúdos derivados do curso da Abraji
artigos assinados também pelo heterônimo Marcabru Aiara, voltados à escrita literária e ensaística
Tudo com um compromisso simples:
📌 Clareza, honestidade intelectual e independência.
Seja bem-vindo.
Contato: diariodosmortos@gmail.com
—
Guilherme Machado
Diário dos Mortos / Jerônimo & Gerônimo


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