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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Jornalismo Old School



Minha paixão pelo jornalismo é antiga, tão velha que pode morrer, um ofício de herança tal qualmente (lido no velho Câmara Cascudo) algumas línguas de herança, tal qualmente as paixões herdadas de meu velho pai, de meus ainda mais velhos avôs e avós, e ainda e tão remotamente meus bisos e bisas também me transmitiram com a força silenciosa da genealogia, seus tudos e nadas que nós os herdeiros vamos acomodando em velhas caixas, baús, envelopes, cartas e fotografias, e na memória afetiva, que como a morte, é uma mulher abandonada que nunca vai embora.

Meu tio-caçula-da-família exerceu o jornalismo esportivo profissional, cujo maior troféu exibido em família foi uma entrevista exclusiva com o velho Emil Pinheiro, cartola do Botafogo e bicheiro, dono de bancas mesmo, capo de família.

E antes disso, meu pai foi um varão que saía de casa e voltava do trabalho com o Jornal do Brasil debaixo do braço, em uma única dobra, lendo no trem, no metrô e no ônibus. 

Os programas de TV foram intuitiva e voluntariamente uma parte diferencial da minha formação, no sentido do Bildung alemão: Conexão Roberto D'Ávila, Observatório da Imprensa (capitaneado pelo velho Alberto Dines), Roda Viva da TV Cultura, além de muitos documentários e outros programas de entrevistas, mas sem a disciplina dos anteriores. 

Também descobri por conta própria os jornalistas cronistas, João do Rio e Rubem Braga, entre os meus prediletos; e as Colunas de Opinião e os Editoriais. E as revistas e os radialistas, como o nunca assaz louvado Adelzon Alves.

Nos anos 90, minhas primeiras participações como autor e colaborador em zines, revistas e jornais alternativos, universitários, independentes. 

Nos anos 2000, blogueiro e intensa atividade de criador de conteúdo seja com sites, zines digitais, redes sociais. 

Agora na década de 2020, iniciamos com nossa startup de jornalismo independente, investigativo, Old School.

Blogueiro, cronista, editorialista, vão se acumulando as funções neste ofício verdadeiramente maravilhoso da imprensa e do jornal.


(Continua como um Folhetim)

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