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sábado, 31 de janeiro de 2026

Gramática Das Línguas Naturais E Seus Dialetos | Guilherme Gonçalves Machado

 



Gramática Das Línguas Naturais E Seus Dialetos

Guilherme Gonçalves Machado


🇺🇸 Inglês: Grammar of Natural Languages and Their Dialects

🇩🇪 Alemão: Grammatik der natürlichen Sprachen und ihrer Dialekte

🇫🇷 Francês: Grammaire des langues naturelles et de leurs dialectes

🇮🇹 Italiano: Grammatica delle lingue naturali e dei loro dialetti

🇪🇸 Espanhol: Gramática de las lenguas naturales y sus dialectos


Nesta gramática, as línguas naturais distribuem-se em grandes grupos organizados sob uma ótica específica. Longe de propor uma nova tipologia estanque ou ceder ao mero arbítrio, tal divisão alicerça-se em critérios geossociolinguísticos, desenhando mapas que revelam afinidades históricas e culturais para além da genética linguística estrita, conforme suas dinâmicas de contato, circulação e enraizamento cultural.


Os Grupos Linguísticos Da Nossa Gramática


  • Línguas Judaicas e de Diáspora (Jewish Languages).


  • Base de Pesquisa: Acervo e certificações da Oxford School of Rare Jewish Languages (OSRJL) e estudos filológicos de Aramaico Bíblico.


  • Línguas Canônicas e de Estudo:

    Hebraico:

    Hebraico Bíblico: Língua da Torah.

    Hebraico Mishnaico (Leshon Chazal): Língua da Mishná e da jurisprudência tanaítica.

    Hebraico Moderno (Ivrit): Língua oficial de Israel.

    Aramaico (Aramit):

    Aramaico Bíblico: Presente nos livros de Daniel e Esdras (foco em derivações verbais).

    Aramaico Talmúdico: Língua da Guemará (predominante no Talmud Babilônico).

    Aramaico Zohárico: Variedade literária e mística exclusiva do Sefer HaZohar (Livro do Esplendor).

  • O Círculo Yiddish: Iídiche (Asquenaze).


  • Línguas Judaico-Românicas (Laa’z):


  • Ladino (Judezmo - Variedades Balcânicas).


  • Haketia (Judeu-Espanhol do Marrocos).


  • Judeo-Italiano (Italkian).


  • Judeo-Francês (Zarfático - Extinta/Histórica).


  • Judeo-Provençal (Shuadit - Extinta/Histórica).


  • Línguas Judaicas Raras e de Outras Famílias:


  • Judeo-Grego (Yevanic - Romaniota).


  • Kivruli (Judeo-Georgiano; Família Kartveliana do Cáucaso).


  • Karaim (Judeu-Turcomano; língua túrquica falada pelos caraítas na Crimeia e Lituânia).


  • Línguas Em África.


  • Línguas Isoladas. Euskara (Euskera, Basco).


  • Línguas Brasileiras de Imigração.


  • Base Taxonômica: Classificação de Cléo Vilson Altenhofen (2013), conforme Tabela 03 ("Lista de línguas brasileiras de imigração, presentes no espaço brasileiro"), respeitando a nomenclatura original.


  • Grupo Alemão:


  • Alemão, Hochdeutsch.


  • Austríaco.


  • Bávaro.


  • Boêmio (†).


  • Bucovino.


  • Hunsrückisch (Hunsrick, Hunsbucklisch ou hunsriqueano).


  • Kaffeeflickersch (pt. língua de catador de café).


  • Plautdietsch menonita.


  • Pomerano.


  • Suábio.


  • Suíço.


  • Vestfaliano, Plattdüütsch ou sapato-de-pau.


  • Wolgadeutsch (alemão do Wolga, russo-alemão).


  • Grupo Italiano:


  • Bergamasco.


  • Calabrês.


  • Cimbro (†).


  • Cremonês.


  • Friulano.


  • Milanês.


  • Veronês.


  • Vicentino.


  • Talian, Vêneto Rio-Grandense.


  • Trentino.


  • Trevisano.


  • Grupo Eslavo:


  • Polonês (1869/1890).


  • Russo.


  • Ucraniano.


  • Grupo Chinês:


  • Cantonês (yue).


  • Chinês-padrão, Putonghua.


  • Keja, Hakka.


  • Minnan, Taiwanês.


  • Wu, Xangainês.


  • Grupo Japonês:


  • Japonês: kansai-ben (variedades da região ocidental do Japão).


  • Japonês: kantô-ben (variedades da região oriental do Japão).


  • Japonês: koronia-go (“mescla linguística português-japonês”).


  • Grupo Judeu:


  • Hebraico.


  • Iídiche.


  • Grupo Cigano:


  • Roma.


  • Sinti.


  • Grupos Imigrantes Fronteiriços:


  • Aimara.


  • Espanhol.


  • Guarani.


  • Quechua.


  • Grupo Imigrante Crioulo:


  • Crioulo da Ilha Samaracá.


  • Crioulo de Cabo Verde.


  • Crioulo galibi marworno.


  • Crioulo karipuna.


  • Demais Grupos:


  • Árabe.


  • Armênio.


  • Coreano.


  • Francês.


  • Grego.


  • Holandês.


  • Húngaro.


  • Leto ou Letão.


  • Sueco.


  • Línguas Românicas. (Ver detalhamento completo na Seção II).


  • Línguas Clássicas. Grego. Latim. Hebraico Bíblico. Árabe Clássico (Corânico). Sânscrito.


  • Línguas Semíticas (Não-Judaicas).


  • Árabe Moderno Padrão (Fus'ha).


  • Maltês.


  • O Continuum Dialetal Árabe: Magrebino (Darija), Egípcio (Masri), Levantino (Shami), Iraquiano, Árabe do Golfo (Khaliji).


  • Línguas Eslavas. Russo. Sérvio. Croata. Polonês.

  • Línguas Germânicas.

Ramo Ocidental: Inglês. Alemão. Holandês. Iídiche (ver Línguas Judaicas).

Ramo Norte (Nórdico / Germânico Setentrional):

Nota: Diferencia-se o conceito geográfico estrito de "Escandinávia" (Suécia, Dinamarca, Noruega) do conceito linguístico "Nórdico", que abarca as línguas insulares.


  • Sueco.

  • Dinamarquês.

  • Norueguês (Bokmål e Nynorsk).

  • Islandês 

  • Feroês (Ilhas Faroé).

  • Älvdalska (Elfdaliano / Övdalsk):

    • Status: Falada em Älvdalen (Dalarna, Suécia). Embora tradicionalmente classificada como dialeto sueco, esta obra a reconhece como língua autônoma.

    • Nota de Revitalização: Historicamente proibida nas escolas, a língua vive um renascimento através de métodos não convencionais, como o projeto digital:  https://www.facebook.com/groups/kursalvdalska 




  • Línguas Asiáticas. Mandarim. Cantonês. Japonês. Vietnamita. Coreano.


  • Línguas Pré-Colonialistas.


  • América do Sul (Terras Baixas): Tupi Antigo. Guarani. Nheengatu.


  • Mesoamérica: Otomí (Hñähñu).

    • Variantes de Estudo:

      • Otomí de la Sierra.

      • Hñähñu (Otomí) del Valle del Mezquital (Hidalgo, México).

      • Base Acadêmica: Curso do Departamento de Español y Lenguas no Indoeuropeas, ministrado pelo Prof. Raymundo I. Alaves.


  • Andes e Costa Pacífica: Mochica (Muchik). Língua isolada da civilização Moche/Chimú.


  • Base Descritiva: Gramática colonial de Fernando de la Carrera (1644) e reconstrução moderna da linguista Rita Eloranta.


  • Nota Terminológica: O termo situa as línguas no estrato cronológico anterior à colonização europeia. A obra recusa deliberadamente a nomenclatura "povos originários" — considerando as hipóteses de imigração asiática via Estreito de Bering (glaciações) — e rejeita o termo "indígena" por sua inadequação etimológica e histórica.


  • Nota sobre o Nheengatu: Embora consolidada historicamente como "Língua Geral" após o contato europeu, classifica-se neste grupo por sua matriz estrutural tupi e por representar a resistência da morfologia pré-colonial em um contexto de transformação.


  • O Arco Eurasiático. Finlandês. Húngaro. Turco. Polonês.


  • Nota: Este grupo constitui um "cinturão" geográfico que demarca a transição entre a Europa Ocidental e a Ásia profunda. Representam, culturalmente, zonas de contato, resistência e densidade morfológica entre grandes impérios históricos.



As Línguas Românicas (Neolatinas)

Classificação Geossociolinguística e Genética


Esta seção apresenta a listagem exaustiva das línguas derivadas do Latim, organizadas por troncos genéticos e contínuos geográficos. Inclui línguas nacionais, regionais, variedades em perigo de extinção, dialetos históricos e línguas extintas.


Nota do Autor: Muitas destas línguas (especialmente no grupo Ítalo-Românico, como o napolitano e o siciliano) são frequentemente tratadas como "dialetos" por razões políticas de unificação nacional. No entanto, sob a ótica da Linguística Românica, constituem sistemas autônomos com estruturas morfológicas, fonéticas e sintáticas independentes.


I. Ramo Ibero-Românico (Península Ibérica e Diáspora)


  • Subgrupo Galego-Português

  1. Português / Língua Brasileira


  • Status: Língua Pluricêntrica com processo de cisão assimétrica.


  • Ramo A: Português Brasileiro (Autônomo). Variedade que apresenta ruptura sistêmica na pronominalização (próclise absoluta), sistema de tratamento (você/tu), regência e nulidade do sujeito, constituindo, segundo a tese desta obra, uma língua independente (Língua Brasileira).


  • Ramo B: Português Afro-Europeu e Asiático (Continuum Peninsular).


  • Variante Peninsular: Portugal (Continental, Açores e Madeira).


  • Variantes em Processo de Nativização (África Continental):


  • Português Angolano: Em fase de normalização endógena, com forte substrato Kimbundu/Umbundu.


  • Português Moçambicano: Em fase de nativização, com influências das línguas Bantu locais.


  • Variantes Oficiais de Superstrato (Coexistência com Crioulos): Português de Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé. (Nota: Distinguem-se totalmente das línguas crioulas locais, como o Kabuverdianu, Kriol e Forro).


  • Variantes Asiáticas: Português de Goa, Macau e Timor-Leste.


  • Nota Técnica (Pidgin vs. Crioulo): Adota-se a distinção clássica onde Pidgin é língua de contato sem falantes nativos, e Crioulo (como o Kabuverdianu) é língua natural plena, nativizada por uma geração de falantes maternos (L1).


  1. Galego (Galiza, Espanha).

  2. Fala de Xálima (ou Galego da Estremadura; Val de Xálima, Espanha).

  3. Galaico-Português Medieval (Histórica/Extinta; língua dos trovadores).

  • Subgrupo Asturo-Leonês

  1. Asturiano (Bable; Astúrias, Espanha).

  2. Leonês (Castela e Leão, Espanha).

  3. Mirandês (Terras de Miranda, Portugal; oficial regionalmente).

  4. Extremenho (Estremadura, Espanha; transição com o castelhano).

  5. Cântabro (ou Montanhês; Cantábria, Espanha).

  • Subgrupo Castelhano (Sistema Pluricêntrico)

  • Nota sobre Polimorfismo: O Espanhol configura-se hoje como uma macrolíngua multipolar com divergências gramaticais profundas que permitem classificar suas grandes variantes americanas como sistemas com autonomia normativa de facto.

  1. Espanhol Peninsular (Europeu). Castelhana, Andaluza, Murciana, Canária.

  2. Espanhol Americano (Atlântico).


  • Rioplatense (Argentina e Uruguai): Variante de altíssima autonomia (Voseo pronominal/verbal, influência italiana). Inclui o fenômeno do Lunfardo.


  • Espanhol Mexicano: Maior variante demográfica, com substrato Nahuatl e conservadorismo consonantal.


  • Espanhol Caribenho: Estrutura silábica aberta e rotacismo.


  • Espanhol Andino: Substrato Quechua/Aymara e sistema de evidencialidade.


  • Espanhol Chileno: Evolução fonética radical e isolamento geográfico.


  • Espanhol Estadunidense (Spanglish): Variedade emergente caracterizada pelo code-switching sistemático e fusões morfológicas (mapear, parquear), expressão de identidade bicultural.


  • Subgrupo de Fronteira e Contato (Interseções)


  1. Portunhol / Fronteiriço.

  • Dialetos Portugueses do Uruguai (Riverense): Variedade histórica e estável na fronteira Uruguai-Brasil.

  • Portunhol "Selvagem" (Literário): Apropriação estética e política da mistura fronteiriça.

  1. Barranquenho. Dialeto misto (Português/Andaluz) falado em Barrancos, Portugal.

  • Línguas Para-Românicas

  1. Caló (Ibéro-Romani; gramática ibérica com léxico Romani, falado pela etnia gitana).

  • Subgrupo Ibero-Oriental (Pirenaico)

  1. Aragonês (Norte de Aragão, Espanha).

  2. Navarro-Aragonês Medieval (Extinta).

  • Línguas Judeu-Românicas (Ibéria)

  1. Ladino (Judaico-Espanhol).

  2. Haketia (Judaico-Espanhol do Marrocos).


II. Ramo Occitano-Românico (Transição Ibéria-França)


  1. Catalão (Catalunha, Baleares, Alguer na Sardenha, Rossilhão).

  2. Valenciano (Comunidade Valenciana).

  3. Occitano (Sul da França). Variantes: Auvernês, Limusino, Vivaro-Alpino, Provençal, Languadociano.

  4. Gascon (Sudoeste da França; substrato basco).

  5. Aranês (Variante oficial do Gascon, Espanha).

  6. Shuadit (Judeu-Provençal; Extinta em 1977).


III. Ramo Galo-Românico (França, Bélgica e Arredores)


  • Línguas de Oïl (Norte)

  1. Francês (Nacional).

  2. Francês Antigo e Médio (Históricas).

  3. Normando (inclui Jersiais e Guernesiais).

  4. Picardo.

  5. Valão.

  6. Gallo (Bretanha).

  7. Santomense-Borgonhês, Champanhês, Loreno, Franc-Comtois, Poitevin-Saintongeais.

  8. Zarfático (Judeu-Francês; Extinta).

  • Subgrupo Arpitan

  1. Franco-Provençal / Arpitan.


IV. Ramo Galo-Itálico (Norte da Itália "Padânia")


  1. Piemontês.

  2. Lombardo (Ocidental e Oriental).

  3. Emiliano e Romanholo.

  4. Lígure (inclui Monegasco).

  5. Vêneto (inclui Talian brasileiro).


V. Ramo Reto-Românico (Região Alpina)


  1. Romanche (Grisões, Suíça).

  • Norma Padrão Unificada: Rumantsch Grischun (Koiné administrativa criada em 1982).

  • Idiomas Naturais: Sursilvan, Sutsilvan, Surmiran, Puter, Vallader.

  1. Ladino das Dolomitas (Trentino-Alto Ádige).

  2. Friulano (Friul-Veneza Júlia).


VI. Ramo Ítalo-Românico (Centro e Sul)


  1. Italiano Padrão (Toscano Literário).

  2. Toscano (Regionais).

  3. Romanesco.

  4. Umbro-Marchigiano.

  5. Napolitano (Sul continental).

  6. Siciliano (Sicília e Calábria meridional).

  7. Corso (Córsega).

  8. Gallurês e Sassarense (Norte da Sardenha).

  9. Italkian (Judeu-Italiano).


VII. Ramo Sardo (Insular Arcaico)


  1. Sardo (Logudorês, Campidanês e Nuorês).


VIII. Ramo Balcano-Românico (Leste Europeu)


  1. Romeno (Daco-Romeno).

  2. Aromeno (Macedo-Romeno).

  3. Megleno-Romeno.

  4. Istro-Romeno.


IX. Línguas Românicas Extintas


  1. Dalmático (Vegliota e Ragusano).

  2. Moçárabe.

  3. Românico Africano.

  4. Românico Britânico.

  5. Românico da Mosela.

  6. Pannoniano.






Trata-se, em sua essência, de uma construção coletiva. A mim, incumbe a gênese e o desenho da arquitetura formal, editorial e didática, bem como a tarefa de indiciar — apontando direções — as bases epistemológicas, teóricas e metodológicas que a sustentam.


Estrutura da Obra


Tomo I) As Línguas

Tomo II) E Seus Dialetos

Tomo III) E Seus Falares. A Língua em Uso / Discurso Oral. Língua Falada vs. Língua Escrita. Análise Da Conversação. Pragmática.

Tomo IV) E Seus Cantares. Tradições Musicais: Fado, Tango, Flamenco, Jazz, Samba e MPB, Ópera Italiana. Tomo V) E Sua Iconografia.

Tomo VI) E Suas Tradições Espirituais. Escrituras Sagradas. Glossolalia.

Tomo VII) E Suas Histórias.

Tomo VIII) E Seus Povos. Antropologia Linguística. Geossociolinguística. Etnografia Linguística.

Tomo IX) E Seus Dicionários. Discute as Ciências do Léxico.

Tomo X) E Seus Sistemas de Escrita.


SEMIOGRAFIA Sistema Axiomático de Operações Semióticas sobre Matrizes N-Dimensionais de Signos

https://zenodo.org/records/19546051 Résumé   Ce working paper propose la Sémiographie : un système axiomatique d'opérations sémiotiqu...